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A relevância e o futuro das universidades públicas
As universidades públicas são as grandes responsáveis pela produção científica brasileira. Foi isso o que apontou um relatório da organização Clarivate Analytics, disponibilizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, a Capes. Esse relatório trata de pesquisas científicas realizadas no País entre 2011 e 2016. Das 20 instituições brasileiras com as maiores produções, 15 instituições brasileiras são universidades federais e cinco são instituições brasileiras estaduais.
Entre elas estão as três universidades estaduais paulistas – USP, em primeiro lugar, Unicamp e Unesp – além das universidades federais do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, entre outras. Além disso, as universidades públicas estão entre as mais bem classificadas da América Latina em rankings mundiais.
Nada disso, porém, pesou para que, quase ao mesmo tempo, o Ministério da Educação cortasse – ou, eufemisticamente, “contingenciasse” – 30% do orçamento das universidades federais, congelasse bolsas de pesquisa, e que a Assembleia de São Paulo criasse uma CPI para investigar as universidades paulistas.
No trecho “Além disso, as universidades públicas estão entre as mais bem classificadas da América Latina em rankings mundiais”, o fragmento “além disso” tem ideia de: