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“A zika nos lembrou como a ciência de nosso país pode ser forte”
Primeiro a associar a epidemia de zika à microcefalia, o neurocientista brasileiro Stevens Rehen afirma que a ciência do país sofre o maior desmanche da história
Todos foram pegos de surpresa quando os casos de zika explodiram no Brasil, em meados de 2016, acompanhados de um aumento inesperado de bebês com microcefalia, condição que compromete o desenvolvimento cerebral. A relação era óbvia, mas ninguém sabia explicá-la. A resposta veio em um estudo liderado pelo neurocientista Stevens Rehen (o nome engana, mas ele é brasileiro), diretor de pesquisa do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e professor da UFRJ.
Sua equipe descobriu que cérebros com zika cresciam até 40% menos do que os não infectados. Os resultados são tão relevantes que foram publicados na Science, uma das revistas científicas de maior prestígio do mundo.
Tantos pesquisadores se dedicaram ao estudo do tema pelo Brasil afora que nos tornamos o segundo país com maior produção de conhecimento sobre zika, atrás dos Estados Unidos. Mas os cortes no orçamento da ciência colocam essas e outras pesquisas em risco. À GALILEU, o neurocientista sugeriu que políticos recebessem uma “alfabetização científica”.
Rehens explicou também como o estudo de minicérebros pode permitir a criação de computadores com circuitos biológicos. Ele os utiliza para entender os efeitos do DMT, componente psicodélico da ayahuasca. Sobre o renascimento das pesquisas com drogas psicodélicas, o pesquisador afirma que elas ajudam a desvendar a consciência humana.
Observando o uso da Língua Portuguesa em sua variedade padrão e sem que haja alteração significativa de sentido pelo termo entre parênteses, o termo destacado pode ser substituído por: