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Desde que foram estabelecidos padrões de convivência coletiva, os seres humanos têm lutado contra as enfermidades que põem em risco a saúde dos seus animais. No entanto, muitas das doenças que dizimaram os seus rebanhos também foram responsáveis pela morte de milhares de pessoas.
A medicina veterinária surge, em primeira instância, como uma promotora da saúde dos animais, com vistas a buscar minimizar os prejuízos causados pelas moléstias que os atingiam. Entretanto, com o passar do tempo e o surgimento da medicina veterinária preventiva, começou a ser utilizada, também, para a promoção da saúde humana.
O termo saúde pública veterinária foi utilizado oficialmente, pela primeira vez, em 1946, e compreende todos os esforços da comunidade que influenciam e são influenciados pela arte e ciência médica veterinária, aplicados à prevenção da doença, à proteção da vida e à promoção do bem-estar e da eficiência do ser humano.
O médico veterinário foi, inicialmente, inserido nas equipes de saúde pública por estar apto a obter um diagnóstico seguro, estabelecer um tratamento eficaz e controlar as doenças dos animais antes que essas viessem a ser transmitidas aos seres humanos. Além disso, outras habilidades privativas de sua profissão, como a higiene e a inspeção de matadouros, frigoríficos e indústrias de produtos de origem animal, solidificaram a participação desse profissional na vigilância sanitária, o primeiro campo de trabalho da saúde pública a abrir espaço para a sua atuação.
Nas últimas décadas, novos desafios têm surgido para a saúde pública, muitos dos quais como resultado do sistema de globalização mundial, que tem intensificado o tráfego de pessoas, alimentos e bens de consumo entre os diferentes países. Algumas enfermidades romperam as barreiras de proteção territoriais e estabeleceram-se em lugares onde antes não existiam. Nesse âmbito, esses gestores da saúde pública vêm enfrentando tais desafios com eficácia, buscando debelar as fontes de contaminação e impedir a proliferação das enfermidades em suas áreas de responsabilidade.
Em suma, torna-se cada vez mais necessária a consolidação das posições ocupadas pelos profissionais da área, bem como a conquista de novos espaços, principalmente dentro das equipes de vigilância epidemiológica e ambiental.
Ficaria mantida a correção gramatical, ainda que pudesse haver alteração dos sentidos originais do texto, caso, no lugar da forma “atingiam”, no trecho “minimizar os prejuízos causados pelas moléstias que os atingiam”, fosse empregado o termo afligiam.