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Entre os muitos desafios compartilhados pelos países da América Latina e do Caribe em uma época de incerteza econômica e política, a melhoria da prestação de serviços do Estado, principalmente nas áreas de educação e saúde, figura entre os primeiros lugares. O desenvolvimento de estratégias regionais para enfrentar com sucesso esses desafios é cada vez mais complexo, não apenas devido às diferenças políticas, culturais e econômicas observadas, mas também devido à crescente desigualdade social. Embora esse panorama possa parecer desanimador, muitos agentes de mudança regionais estão procurando novas alternativas, contando com ferramentas tecnológicas que prometem criar uma região mais próspera e justa. Entre essas ferramentas está a Inteligência Artificial (IA).
A IA promete melhorar o design de serviços digitais focados nas necessidades das pessoas e na eficiência dos processos vitais, como a prestação de serviços sociais e a transparência na tomada de decisões públicas, bem como incentivar a economia por meio do aumento da produtividade. Ela também pode contribuir para os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
Um exemplo da relevância da IA é o impacto que ela pode ter na economia de um país em desenvolvimento: estima-se que a IA possa contribuir com até 14% da riqueza adicional para as economias emergentes da América Latina. O potencial da IA é tão vasto, que se espera que ela seja uma ferramenta essencial para enfrentar os desafios atuais e futuros.
Já o conceito de IA para o bem social aponta na direção do empoderamento das pessoas: ela é usada para enfrentar os desafios mais importantes dos nossos tempos, que impactam diretamente os seres humanos e o meio ambiente nas mais diversas áreas, como saúde, educação, emprego, justiça, disponibilidade de recursos, mudança climática, igualdade de gênero e redução de desigualdades.
O sentido da expressão “contribuir para” (linha 22) é favorecer o alcance de.