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O esporte de alto nível é caracterizado por inúmeros momentos de alta pressão. Desafios e adversidades são comuns na vida e no cotidiano de atletas profissionais. Por isso, o fator psicológico é indissociável do desempenho e do rendimento na prática esportiva, influenciando-os diretamente.
Katia Rubio, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e ex-presidente fundadora da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte, analisa a mente de atletas em momentos de pressão: “O atleta de alto rendimento se diferencia da média da população por algumas características que o fazem ser atleta desse nível – o enfrentamento da adversidade, a busca de objetivos e uma satisfação na competição.”. A professora ainda aponta que a mescla dessas características faz com que a pessoa se disponha a enfrentar os desafios de forma única e que a mente trabalhe em prol da conquista de resultados.
Em relação às particularidades entre atletas de modalidades individuais e atletas de esportes coletivos, Katia comenta que, “desde a década de 1970, os psicólogos do esporte correm atrás da genealogia daquilo que seria a tendência de uma pessoa a se engajar em modalidades individuais ou coletivas, e todos esses estudos foram inconclusivos. Então, fica aquela questão: a pessoa tem um perfil que a coloca em uma modalidade individual ou a modalidade individual lapida o perfil do atleta? Isso vale também para as modalidades coletivas.”.
A psicologia do esporte não pode ser confundida com treinamento mental, que pode ser realizado por pessoas e profissionais que não são psicólogos. O treinamento mental é uma ínfima parcela daquilo que é o campo da psicologia do esporte, que, antes de tudo, considera o atleta na sua humanidade e na sua subjetividade e não despreza, em hipótese alguma, a sua história de vida e a sua trajetória como pessoa”, aponta Katia, ao valorizar o campo da psicologia do esporte no suporte ao atleta.
A palavra “genealogia” (linha 22) foi empregada no texto com sentido denotativo.