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Os padrões para se manter a boa forma e a saúde corporal e mental vêm fazendo com que o número de praticantes de atividade física, nos moldes do alto rendimento, cresça cada vez mais. Para potencializar os resultados da prática regular de atividade física, condutas como a suplementação alimentar também vêm ganhando cada vez mais adeptos. Dentre as diversas substâncias utilizadas como suplemento alimentar, a creatina tem grandíssima relevância por seu papel ergogênico, ou seja, por sua capacidade de proporcionar ganhos significativos em desempenho.
A creatina é uma substância orgânica presente nas carnes bovina e suína e em alguns peixes, como atum, salmão e arenque. Foi com o francês Michel Eugene Chevreul, em 1832, que foram feitos os primeiros registros da creatina. Anos depois, com os trabalhos do alemão Justus Von Liebg, observou-se que raposas apresentavam maiores concentrações de creatina em sua musculatura que os animais domésticos. Esses achados sugeriram que a creatina tivesse influência na atividade muscular, visto que animais selvagens, como as raposas, eram dotados de melhores características de locomoção, como, por exemplo, explosão muscular e velocidade final atingida. Em 1968, os primeiros estudos realizados com biópsia por agulha indicaram que a creatina também estava presente na musculatura esquelética de humanos, de forma que, entre os anos de 1970 e 1980, sua utilização como potencial recurso na busca por melhores desempenhos de atletas passou a ser proposta e colocada como objeto de estudos.
Como um dos principais efeitos ergogênicos da suplementação com creatina, bem como do consequente aumento das concentrações intramusculares da substância, cita-se o aumento da disponibilidade de creatina fosfato, que é uma das formas de creatina encontradas na musculatura esquelética. Esse aumento eleva a quantidade potencial de energia disponível, pois eleva, primeiramente, a taxa de síntese de ATP3. Dessa forma, diminui-se o tempo de produção de energia rápida, o que possibilita o aumento do número de repetições de contrações musculares. Consequentemente, possibilita-se o aumento da massa e da força musculares, o que pode proporcionar ganhos de desempenho nas atividades físicas realizadas.
Na linha 17, o pronome “se” evidencia a indeterminação do sujeito da forma verbal “observou”.