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Vilas olímpicas: transformação urbana ou gentrificação?
Desde que existem as olimpíadas, algumas vilas olímpicas se destacaram como exemplos de transformação urbana bem-sucedida. É o caso de Barcelona (Espanha) e Munique (Alemanha). No entanto, outras vilas se tornaram estruturas abandonadas, como as dos Jogos de Berlim em 1936, ou levaram à gentrificação, processo em que moradores são expulsos para transformar bairros periféricos em áreas nobres, voltadas à especulação imobiliária.
Na Grécia Antiga, os atletas viajavam para a cidade de Élida para treinar antes de competir em Olímpia. Essa prática inspirou Pierre de Coubertin, cofundador do Comitê Olímpico Internacional (COI), a instituir as vilas olímpicas modernas em 1924. Inicialmente, os atletas eram hospedados em hotéis, casas de família ou edifícios militares. Paris 1924 foi o marco inicial das vilas olímpicas, mas elas só se tornaram permanentes em Helsinque, Finlândia, em 1952.
Desde então, pelo menos 13 cidades-sede transformaram as vilas olímpicas em moradias após os Jogos. Barcelona, em 1992, tornou-se um exemplo icônico ao usar os Jogos como um catalisador para renovar a orla marítima da cidade, com a vila olímpica no centro das mudanças. A parceria entre incorporadoras privadas e arquitetos resultou em uma nova área residencial próxima ao centro e à praia, que hoje abriga moradias, hotéis, bares, restaurantes, parques e outras áreas públicas.
Na passagem para a voz passiva analítica de “Essa prática inspirou Pierre de Coubertin” (linha 12), em relação ao verbo, o resultado seria