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Nobel de Química 2022 vai para trio que desenvolveu ferramenta criativa para construção de moléculas
Carolyn R. Bertozzi, Morten Meldal e K. Barry Sharpless são os ganhadores do Prêmio Nobel 2022 em Química, anunciou a Academia Real das Ciências da Suécia.
Bertozzi e Sharpless são americanos. Meldal é dinamarquês. Até agora, Bertozzi é a única mulher que ganhou um Nobel este ano. Já Sharpless está recebendo o prêmio pela segunda vez (ele já havia recebido a mesma láurea em 2001, por outro trabalho na área).
Eles dividirão o prêmio que totaliza 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 4,8 milhões).
O grupo levou o Nobel pela criação de uma ferramenta criativa para construção de moléculas com o “desenvolvimento da química do clique e da química bioortogonal”.
Entre muitas outras aplicações práticas, o trabalho do trio permitiu que tratamentos contra o câncer possam ser mais direcionados, afirmou o comitê do Nobel.
Usando essa chamada química do clique, produtos farmacêuticos mais precisos podem ser desenvolvidos, “garantindo que medicamentos possam chegar aos lugares corretos no corpo de pacientes”, afirmou Bertozzi, por telefone, durante a coletiva de imprensa que anunciou o prêmio.
As descobertas “lançaram as bases para uma forma funcional da química”, acrescentou o comitê. “Como resultado, a humanidade é a que mais se beneficia”.
No ano passado, o prêmio de Química foi para dois cientistas que desenvolveram uma ferramenta de construção de moléculas com menor impacto ambiental. Desde 1901, mais de 100 pessoas foram laureadas. A distinção científica só não foi concedida em oito ocasiões: em 1916; 1917; 1919; 1924; 1933; 1940; 1941; e 1942.
Até 2021, contudo, das 187 pessoas agraciadas com o Nobel em Química, apenas 7 eram mulheres. Dentre elas, a cientista polonesa Marie Curie, a primeira mulher a ganhar um Nobel.
Na linha 17, a palavra “que” após “permitiu” é uma conjunção integrante.