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O que é cloropicrina, arma química da Primeira Guerra que a Rússia é acusada de usar na Ucrânia
Autoridades do Departamento de Estado americano disseram que a Rússia usou o agente asfixiante cloropicrina para obter “vitórias no campo de batalha” sobre a Ucrânia.
A alegação, que as autoridades americanas afirmam não ser um incidente “isolado”, violaria a Convenção sobre Armas Químicas (CWC, na sigla em inglês), que a Rússia assinou.
O Kremlin rejeitou as acusações, chamando-as de “infundadas”.
Seu porta-voz, Dmitry Peskov, disse a jornalistas em Moscou que a Rússia cumpre seus compromissos com base na CWC, que proíbe os Estados de desenvolver ou adquirir novas armas.
A Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), um órgão de fiscalização global que supervisiona a implementação da CWC, afirma que uma arma química é uma substância utilizada para causar morte ou dano intencional por meio de suas propriedades tóxicas.
Os EUA dizem que a Rússia utilizou a cloropicrina para “expulsar as forças ucranianas de posições fortificadas”.
Essa substância oleosa foi amplamente utilizada durante a Primeira Guerra Mundial.
Ela causa irritação nos pulmões, nos olhos e na pele, e pode provocar vômito, náusea e diarreia, de acordo com os Centros de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA.
O uso dessa substância química na guerra é expressamente proibido pela CWC — ela é classificada como um agente asfixiante pela Opaq.
No título, a palavra “que” é o objeto do verbo “usar”.