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Por que cientistas estão congelando animais de espécies ameaçadas “Ele se foi”, murmura a veterinária Gabby Drake, do zoológico de Chester (Inglaterra), enquanto segura o estetoscópio junto ao peito de um papagaio vermelho de 28 anos. O pássaro é um lóris-amor-amor (Lorius garrulus), um idoso residente no zoológico de Chester e uma espécie listada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) como vulnerável à extinção. É triste ver uma ave cheia de personalidade como essa ter que ser “colocada para dormir”. Seus pés pequenos e com garras estão retorcidos com artrite, que atingiu um estágio grave demais para ser tratada. Mas não será o fim para o código genético único contido em suas células. Alguns pequenos fragmentos de seu corpo se juntarão a amostras de outras cem espécies que serão congeladas e armazenadas por tempo indefinido no maior biobanco de tecidos vivos do Reino Unido, o Nature’s Safe. Em frascos com um anticongelante rico em nutrientes e acolhedor para as células, as amostras são mantidas a –196 ºC, ponto em que todos os processos químicos naturais nas células param. A ideia é que, em algum momento no futuro, em décadas, talvez até séculos, eles possam ser ressuscitados. É uma espécie de “backup congelado” em caso de extinção.
No segundo parágrafo, o adjetivo “vulnerável” qualifica o substantivo “espécie”.