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Abordagem comportamental da administração
A partir dos trabalhos de dinâmica de grupo desenvolvidos por Kurt Lewin – ainda na sua fase inicial de impulsionador da Teoria das Relações Humanas – com a divulgação do livro de Chester Bamard e dos estudos de George Homans sobre sociologia funcional de grupo, culminando com a publicação do livro de Herbert Simon sobre o comportamento administrativo, a teoria administrativa passa a apresentar novas colocações.
As raízes profundas dessas novas contribuições podem ser localizadas nos desdobramentos da teoria das relações humanas. Contudo, é somente a partir da década de 1950 que se desenvolve nos Estados Unidos uma nova concepção de administração, trazendo diferentes conceitos, variáveis e, sobretudo, uma nova visão da teoria administrativa fundamentada no comportamento humano nas organizações.
A abordagem comportamental – também chamada behaviorista (em função do behaviorismo na psicologia) – marca a mais forte influência das ciências do comportamento na teoria administrativa e a busca de novas soluções democráticas, humanas e flexíveis para os problemas organizacionais. Enquanto o estruturalismo foi influenciado pela sociologia – e mais especificamente pela sociologia organizacional – a abordagem comportamental recebe forte influência das ciências comportamentais – e, mais especificamente, da psicologia organizacional.
Idalberto Chiavenato. Administração geral e pública. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008 (com adaptações).
O vocábulo “raízes” (linha 9) recebeu acento em obediência à conhecida “regra do hiato”, assim como a palavra “democráticas” (linha 21).