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Em 1902, quando o paulista Francisco de Paula Rodrigues Alves tomou posse como presidente do Brasil, a capital do País, o Rio de Janeiro, não era propriamente uma cidade maravilhosa. As ruas sem calçamento, os cortiços, os esgotos lançados a céu aberto, as poças de água estagnada cheias de insetos — tudo isso castigava os 700 mil cariocas com surtos epidêmicos de peste bubônica, varíola e febre amarela. Só a febre mataria naquele ano quase mil pessoas. Não surpreende, portanto, que, logo ao se instalar no Palácio do Catete, sede do governo, Rodrigues Alves partisse para cumprir a principal meta que se fixara: a reforma sanitária e urbana da cidade.
Para cuidar da reurbanização, Rodrigues Alves nomeou prefeito o engenheiro Pereira Passos. Para cuidar da reforma sanitária, seu ministro do Interior, J. J. Seabra, indicou-lhe um certo Oswaldo Cruz. “Mas quem é esse Oswaldo Cruz?”, perguntou o presidente. Nem Seabra, porém, o conhecia pessoalmente. O nome tinha sido recomendado pelo médico particular do ministro, Egídio de Sales Guerra, que sabia do trabalho como bacteriologista de Oswaldo Cruz, um jovem colega de 30 anos, que dirigia o Instituto Soroterápico do Rio de Janeiro. Primeiro brasileiro a estudar no Instituto Pasteur, em Paris, especializou-se em microbiologia, sua paixão desde que, apenas aos 15 anos de idade, entrara no curso de Medicina da Faculdade Nacional do Rio de Janeiro.
Oswaldo Cruz: tudo pela saúde.
Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
O termo “meta” (linha 11) está empregado no texto como sinônimo de objetivo.