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Uma recuperação da história da instituição da língua portuguesa como disciplina curricular permite encontrar as razões por que essa instituição se tenha feito privilegiando, em cada momento, determinados aspectos do conhecimento sobre a língua: inicialmente, as disciplinas gramática, retórica, poética; posteriormente, a disciplina abrangente que se denominou português, que, por sua vez, em certo momento, passou a denominar-se comunicação e expressão e comunicação em língua portuguesa; para, em seguida, voltar à denominação português.
Considerando a história da disciplina português, verifica-se que ela se define, em cada momento histórico, pelas condições sociais, econômicas, culturais que determinam a escola e o ensino. Por outro lado, verifica-se também que, em cada momento histórico, a constituição do português em disciplina ou disciplinas é determinada pela natureza dos conhecimentos sobre a língua então disponíveis, pelo nível de desenvolvimento em que se encontrem esses conhecimentos, pela formação dos profissionais atuantes na área.
Magda Soares. Português na escola: história de uma disciplina curricular. In: Marcos Bagno (org.). Linguística da norma. São Paulo: Edições Loyola, 2004, p. 174-175 (com adaptações).
Em relação aos aspectos linguísticos do texto, julgue os itens de 84 a 89.
Na linha 13, a preposição por, presente no termo “pelas condições sociais, econômicas, culturais”, está sendo usada para introduzir um agente da passiva.