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Educar, na sociedade da informação e do conhecimento, requer repensar o papel da educação e, principalmente, como afirma Jacques Delors, em Educação: Um Tesouro a Descobrir, o “papel do professor como agente de mudanças e formador do caráter e do espírito das novas gerações”.
Os pilares da educação são a base para o desenvolvimento de competências, que se articulam em conhecimentos (saber), habilidades (saber fazer) e atitudes (saber ser/conviver).
De acordo com José Antônio Kuller, autor de Metodologia para o Desenvolvimento de Competências, competência envolve ação/desempenho e está associada às seguintes características fundamentais: concepção do trabalho, criatividade, planejamento e autonomia no fazer. Assim, o desenvolvimento de uma competência se dá pela prática, diante de uma problemática que exige a mobilização dos diferentes saberes.
Segundo Philippe Perrenoud, o professor profissional (competente) sabe agir em qualquer circunstância, com capacidade de refletir durante sua ação e de adaptar-se a uma nova situação no momento em que ela acontece, ou seja, esse professor, que tem plena consciência de sua prática (teórica e metodologicamente), é reconhecido por “sua eficácia, sua experiência, sua capacidade de resposta e de ajuste a cada demanda, ao contexto ou a problemas variados”, bem como por sua autonomia e responsabilidade.
Ao assumir seu papel mediador no desenvolvimento de competências, o professor irá além do “ensinar” conteúdos teóricos, pois se tornará referencial para os seus mediados, desenvolvendo intencionalmente as competências e os comportamentos para a formação integral do sujeito em sua vida e em sociedade. O mediador/professor competente é aquele capaz profissionalmente de dar sustentação à prática pedagógica, com o objetivo de desenvolver a aprendizagem dos estudantes.
Nesse sentido, o professor deverá desafiar seus estudantes e problematizar situações para que, de forma inovadora e criativa, encontrem soluções diferenciadas, superando “respostas prontas” e verdades absolutas. Segundo José Manuel Moran, em seu livro Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica, “o mundo do trabalho indica que as organizações buscarão indivíduos talentosos, criativos, que saibam projetar, analisar e produzir conhecimentos”, e o professor precisa estar atento a essa realidade.
Moran afirma que o professor precisa encontrar-se em sua prática pedagógica, ou seja, realizar uma análise sistêmica do processo, identificando quais os melhores meios e tecnologias para atingir seus objetivos. O importante é sempre ampliar e dominar diferentes formas de comunicação e prática, garantindo, assim, que estudantes com diferentes padrões cognitivos sejam contemplados.
O sujeito gramatical reconhecido por meio da flexão verbal de terceira pessoa do plural em “encontrem” (linha 21) tem como referente o termo “situações” (linha 20).