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Quando se pensa em pecuária bovina, é consenso que o bem-estar dos animais afeta o produto final. Dessa forma, é importante que o pecuarista esteja ciente de que o rebanho bovino está sujeito a ser acometido por várias doenças que provocam grandes prejuízos. Assim, para alcançarem os objetivos de produção, os produtores que se dedicam à criação de gado bovino precisam criar um sistema de controle cuidadoso contra as enfermidades que atingem os animais, assim como devem estar bem-informados a respeito do melhor método de prevenção de doenças e das técnicas de manejo adequado dos animais.
Entre o rebanho bovino leiteiro, a mastite é a doença mais comum e sua principal característica é a inflamação da glândula mamária, geralmente causada por uma infecção proveniente de diversos tipos de microrganismos. O contágio ocorre por meio do solo e do contato com utensílios, dejetos, água contaminados por microrganismos que podem atingir a extremidade do úbere da vaca.
A tristeza parasitária bovina, ou babesiose, infecção causada pelos parasitas do gênero Babesia sp. e Anaplasma sp, é outra doença que atinge o rebanho bovino. Devido ao clima tropical quente e úmido do Brasil, a enfermidade encontra condições ideais para o seu desenvolvimento. Ela causa grandes prejuízos à bovinocultura, pois, além de o produtor ter de custear o tratamento, o rendimento do animal é afetado e há risco de óbito.
Altamente contagiosa, a febre aftosa é também uma doença viral preocupante para os pecuaristas porque, além de causar a redução da produção de leite devido à perda de apetite do gado em razão da febre, ela afeta a qualidade da carne.
O manejo, ou seja, a maneira como os produtores lidam com o rebanho bovino, é fundamental para o controle de doenças e para a garantia do bem-estar animal e, ainda, proporciona medidas de segurança para todos os profissionais envolvidos no processo. Quando o manejo é aplicado com exatidão, ou seja, quando se seguem as técnicas adequadas, e não apenas a intuição, até a relação dos trabalhadores com os animais melhora. Entre as práticas recomendadas para o manejo do rebanho, incluem-se a programação de ações de bem-estar animal; adaptações físicas do local de criação do gado; um cronograma de vacinação do rebanho; fornecimento de alimentação de qualidade aos animais; e instrução e capacitação da equipe de manejo.
Na oração que inicia o texto, a partícula “se” indica que o sujeito é indeterminado.