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Poucas tecnologias avançaram tanto nos últimos anos quanto a de reconhecimento de voz e há um motivo para isso. A indústria de tecnologia da informação está investindo na voz como a próxima grande interface entre humanos e máquinas, concretizando o conceito de “computação invisível”.
Hoje, já é possível comprar caixas de som equipadas com assistentes virtuais que interagem e entendem comandos de voz a qualquer momento do dia, sem a necessidade de um dispositivo em mãos. Em algum momento futuro, as telas não serão mais necessárias para a maior parte das interações entre pessoas e máquinas. Bastará falar, e as coisas acontecerão, sem precisar digitar comandos nem clicar ou tocar em nada.
Existe uma vantagem evidente no uso da voz para comandar máquinas. Por ser um método de input absolutamente natural para a humanidade, mesmo uma pessoa completamente ignorante em tecnologia pode aproveitá-lo facilmente.
Aos poucos, o usuário está se acostumando a interagir com computadores por voz. Segundo pesquisa realizada por uma empresa norte-americana especializada em autenticação por voz, a maioria das pessoas já está adaptada a usar a fala para dar comandos aos seus eletrônicos. Os resultados da pesquisa mostram que 63% dos entrevistados já se comunicam com seus dispositivos por meio da voz e muitos deles acreditam que, dentro de algum tempo, os teclados se tornarão obsoletos. 48% dos entrevistados acreditam que teclados convencionais praticamente deixarão de ser utilizados até 2023, dando lugar à interface de voz como o principal método de interação com máquinas.
Deve-se considerar, entretanto, que tecnologias não desaparecem do dia para a noite, ainda que outra melhor e mais acessível apareça. A tendência é que elas convivam por longos períodos de tempo, se adaptem e fiquem mais especializadas. O teclado e a digitação convencional ainda terão um papel importante na produção de textos formais, porque a linguagem falada é naturalmente mais informal, interrompida e cheia de lacunas. Na fala, as pessoas raramente conseguem manter uma linha de raciocínio completamente coesa por um parágrafo inteiro, o que tornaria a produção de texto apenas ditado completamente caótica. A possibilidade de edição do pensamento para transformá-lo em um texto inteligível é o que permite a criação de textos coerentes, porque o raciocínio humano é naturalmente desordenado.
O teclado é ainda primordial para outras funções que vão além da digitação. Um editor de vídeo, por exemplo, teria muita dificuldade de cumprir suas tarefas apenas com comandos de voz.
O fato é que sempre haverá usos para métodos de input diferentes, e o teclado não deixará de existir enquanto houver aplicações na qual ele permita melhor desempenho que os comandos por voz. A tendência, entretanto, é que sua importância diminua, pois a maior diversidade de dispositivos oferece novas alternativas para a realização de tarefas que não dependem de digitação.
Estruturado em forma dissertativa, o texto trata do avanço da tecnologia da informação no que se refere à interação entre pessoas e máquinas por meio do comando de voz.