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Na atualidade, a informação é o insumo intelectual mais importante para o desenvolvimento das nações e do próprio indivíduo. A sociedade da informação e do conhecimento é o resultado do momento evolutivo caracterizado pelo uso de recursos e tecnologias informacionais para a tomada de decisões. É a nova matéria-prima que incrementa e fundamenta a criação de tecnologias de informação e comunicação.
Essa revolução provocada pelo uso exponencial da informação ocasionou uma ruptura com a sociedade industrial, em que se valorava a mão de obra para o trabalho. A popularização dos setores de telecomunicação e da Internet eleva o acesso em busca de ações estratégicas, mudando as relações entre os indivíduos e a economia, inclusive entre os profissionais da informação.
Lidar com esse fluxo informacional intenso tem sido um grande desafio para os profissionais da informação, em especial para o bibliotecário. Além de atender às demandas de um grupo seleto que usa a informação em diferentes contextos, o bibliotecário tem de refletir a respeito de como agir em prol daqueles que a informação ainda não atinge. Com isso, o ofício do bibliotecário tem-se modificado e o profissional deixa de contemplar o acervo de forma central para embarcar no paradigma informacional, priorizando as necessidades de preservação do conhecimento e de democratização de acesso à informação. Essas necessidades compõem uma nova realidade, que, por sua vez, requer que os profissionais da informação participem de forma transformadora, favorecendo a ação cultural, o impacto na sociedade e a mediação informacional.
Nesse contexto, a Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias defende que as bibliotecas devem promover o desenvolvimento de habilidades digitais, midiáticas e de informação, bem como a diminuição das desigualdades geradas pelo deficiente acesso à informação, integrando o governo, a sociedade civil e as empresas nessa empreitada. As dificuldades da sociedade da desinformação, marginalizada e excluída das modificações provocadas pelo conhecimento, reforçam a importância de uma biblioteconomia voltada para práticas que possam garantir a aprendizagem, o gozo de direitos, a plena participação política e a mobilização em prol de melhorias.
Estaria mantida a correção gramatical do texto caso fosse inserida uma vírgula após o termo “modificado” (linha 23).