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O crescimento da população e a industrialização que impulsionaram o crescimento do País, por muitas décadas, motivaram um grande número de pessoas do campo e do interior a buscar, nas grandes cidades, o seu lugar ao sol.
Todos os anos, milhares de pessoas chegam aos grandes centros urbanos, vindos de cidades menores, com objetivos diversos, como conclusão dos estudos, oportunidade de emprego, vontade de morar em uma grande cidade. A chegada e a permanência desse grande número de pessoas constituem um grande problema para o Poder Público solucionar, do ponto de vista habitacional.
Para as pessoas que já vivem na grande cidade, conseguir reunir condições que propiciem acesso à moradia é uma tarefa árdua, o que se torna mais complicado com mais pessoas na disputa. Muitas metrópoles brasileiras possuem, no lugar de uma classe média robusta capaz de sustentar o consumo, uma população que apresenta, em maior escala, indivíduos de baixa renda.
Nesse atual processo de urbanização, parecem quase extintas as oportunidades de inserção econômica e melhoria de vida que, de fato, havia, nas primeiras décadas do século XX, para a população migrante. Registram-se extensas áreas de concentração de pobreza — especialmente nas periferias urbanas —, que se apresentava relativamente esparsa nas zonas rurais antes do processo de urbanização. À dificuldade de acesso a serviços e infraestrutura urbanos somam-se menos oportunidades de emprego formal e de profissionalização, maior exposição à violência, discriminação racial, difícil acesso à justiça oficial.
É possível estabelecer, assim, relação entre o sistema de habitação, o transporte e o problema da exclusão social urbana, partindo-se da premissa de que o sistema de habitação se destaca pela sua capacidade de ampliar o espaço econômico, imprimindo crescimento e desenvolvimento, e de que, no Brasil, na maior parte das vezes, a difusão desse desenvolvimento ocorreu de forma desequilibrada e desigual.
No texto, há predominância da tipologia