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No Código de Atenas (1965), assim como em muitas definições propostas pelas associações da área de relações públicas, é realçada a importância da compreensão mútua. As relações públicas são posicionadas ao serviço do cliente e do público, como mediadoras dos interesses das várias partes envolvidas. O futuro da profissão reside na compreensão de que o que está implícito na afirmação de que as relações públicas são julgadas pelo seu impacto na sociedade é o que as justifica socialmente, enquanto profissão valiosa em uma sociedade democrática.
Tal como Jano, deus da mitologia romana representado por uma cabeça com duas faces olhando em direções opostas, também o conflito de valores com que o profissional de relações públicas vive permanentemente pode ser considerado, simultaneamente, uma fonte de imprevisibilidade ─ incerteza quanto à decisão a tomar ─ e de previsibilidade ─ ao sentir conflito, o decisor recorre a pistas dadas pelos códigos de ética, as quais fornecem argumentos a favor de uma decisão. Daí que, talvez, fosse importante enfatizar, direta e explicitamente, a responsabilidade social da profissão. Os códigos de conduta deveriam incluir diretivas claras que posicionem o dever para com a sociedade acima das necessidades dos clientes e dos interesses dos profissionais com que se relacionam, e até do próprio interesse individual. Com isso, talvez a profissão pudesse, de fato, ir ao encontro das suas responsabilidades na sociedade, porque não se pode começar a solucionar o problema de má reputação sem, antes, marcar a própria personalidade.
O vocábulo “com” que antecede “que” (linhas 13 e 24) pode ser suprimido, em ambas as ocorrências, por ser um elemento enfático.