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A busca incessante da humanidade pelo conhecimento produziu muitos resultados notáveis, entre eles, a consolidação da técnica de edição de material genético denominada Crispr (lê-se “crisper”), por meio da qual cientistas conseguem mudar o DNA de um embrião humano de forma mais econômica e mais precisa.
Com essa técnica, muitas promessas da terapia genética – como a correção de doenças hereditárias – devem se tornar realidade, pois ela permite que um erro no DNA seja retirado e outro material, “correto”, seja colocado no lugar.
Os feitos com Crispr abrem também um grande debate ético, já que permitiriam a modificação de material genético humano antes do nascimento, mas podem, por outro lado, ser a solução para uma série de doenças causadas por mutações genéticas.
A técnica pode ainda modificar o genoma de um vírus e de outros agentes causadores de doenças para que eles não causem mais dano. Vírus como o da Aids, por exemplo, podem, no futuro, perder a capacidade de atacar as células de defesa humana.
Um resultado notável com o Crispr foi obtido por um grupo de cientistas que conseguiu eliminar, com sucesso, nos Estados Unidos, um vírus presente no DNA de 37 porcos, superando um dos maiores obstáculos ao transplante de órgãos do animal para seres humanos.
Experimentos mostraram que o vírus poderia “escapar” do material genético para infectar os tecidos humanos. A técnica pode, no futuro, viabilizar o xenotransplante, o transplante de órgãos entre diferentes espécies.
“para seres humanos” (linha 26) por à pessoas