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A obesidade vem crescendo entre as crianças no mundo inteiro e se expandindo de forma alarmante em todo o Brasil. Estudos recentes mostram que metade das crianças brasileiras está acima do peso considerado adequado para a idade. Esse fato é preocupante, pois a obesidade é uma doença, e não uma questão estética ou mera consequência de maus hábitos. É um problema multifatorial que deve ser prevenido desde a gestação.
O excesso de peso na infância acarreta maior risco de a criança se tornar um adulto obeso e ter de enfrentar todos os problemas de saúde associados à obesidade na vida adulta — hipertensão, diabetes, acidente vascular cerebral, infarto precoce, alguns tipos de câncer, menor expectativa de vida — e algumas alterações e complicações podem aparecer ainda na infância, como aumento no colesterol, pressão alta, diabetes, problemas ortopédicos, baixa autoestima e até mesmo depressão.
Pesquisas demonstram que a prevenção é a melhor forma de combater a obesidade infantil, um trabalho que deve ser iniciado antes mesmo de a mulher engravidar. Medidas como manter um peso adequado durante a gestação, respeitar o aleitamento materno, garantir uma alimentação balanceada e praticar atividade física são comprovadamente importantes para evitar o excesso de peso nesse período.
No que diz respeito à dieta da criança, um cardápio equilibrado, com destaque para frutas, legumes e verduras, deve ser incentivado em todas as fases da infância e é sempre melhor para a saúde comer menos do que comer errado. O consumo frequente de refrigerantes e sucos industrializados, por exemplo, está diretamente associado ao ganho exagerado de peso. E mesmo o suco natural de algumas frutas pode ser bastante calórico — por isso as sociedades de pediatria sugerem priorizar a ingestão das frutas in natura.
A alimentação dos pais influencia muito a dos filhos, por isso é importante alimentar-se bem na frente das crianças. Vale evitar ou moderar o consumo de alimentos industrializados ricos em gorduras e açúcares, assim como diminuir a quantidade de açúcar e de óleo servida a toda a família. Estimular a prática de atividade física no âmbito familiar é outro conselho fundamental.
O diagnóstico de sobrepeso e obesidade é feito por meio do cálculo do índice de massa corpórea (IMC), que se baseia no peso e na altura da criança. O valor ideal do IMC varia de acordo com a idade e o sexo do indivíduo, de modo que existem curvas de normalidade, e não um valor fixo para o peso. Consultar frequentemente um pediatra é importante não apenas para controlar o peso infantil, mas também para investigar problemas relacionados com a obesidade, como aumento de colesterol e triglicérides, resistência à insulina, gordura no fígado, hipertensão arterial e problemas psicológicos.
O tratamento da obesidade na infância e na adolescência requer atenção e disposição para agir de pais e cuidadores, pois mudar hábitos alimentares, crucial para o sucesso do tratamento, não é tarefa fácil. A criança obesa deve ser tratada antes mesmo do chamado estirão do crescimento, uma vez que crianças obesas raramente deixam de ser obesas quando ficam mais altas.
Quanto mais cedo o tratamento começar, melhor e mais eficaz ele será. O plano terapêutico deve ser realizado com profissional experiente no tratamento da obesidade infantil e basear-se em dieta individualizada e prescrição de atividade física. Em alguns casos, pode exigir medicação adequada. O envolvimento familiar, assim como a assiduidade nas consultas com o profissional de saúde, garante o sucesso nessa batalha.
Assinale a alternativa correta acerca de aspectos linguísticos do texto.