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O destaque dado ao termo promoção da saúde teve início em 1986, por ocasião da Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, realizada na cidade de Ottawa, no Canadá. A promoção da saúde emergiu em resposta a um movimento que buscava renovar a concepção mundial de saúde pública. Discutiram-se, nessa conferência, as limitações da saúde pública, até então embasada no modelo biomédico. Esse tinha como foco as causas das doenças em nível individual e definia saúde simplesmente como ausência de doença. Tal conceito acabava enfatizando o que não é saúde, o que implicava uma ideia negativa da saúde. Pretendia-se superar os pressupostos desse modelo, originalmente informado pelas ideias de Descartes, que incluíam a influente concepção de corpo como máquina composta de peças e de doença como mau funcionamento de uma ou mais dessas peças.
O conceito de promoção da saúde adotado na Carta de Ottawa indica que promover a saúde significa fornecer às populações condições para que elas sejam capazes de melhorar sua saúde e de sobre ela exercer controle. Nessa perspectiva, a saúde é concebida como a possibilidade de o indivíduo aproveitar a vida de forma positiva, por meio do uso de recursos pessoais e sociais, além da capacidade física. Isso não significa que a busca por tornar-se ou manter-se saudável seja um objetivo central e único na vida das pessoas, mas, sim, um recurso para fornecer qualidade à vida cotidiana.
A forma verbal “incluíam” (linha 14) concorda, na oração que a encerra, com o antecedente “ideias” (linha 13), mas também poderia concordar com o nome “Descartes” (linha 13), na forma singular, sem prejuízo para a correção gramatical e para os sentidos originais do texto.