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Seu dotô pede que eu cante
Coisa da filosofia;
Escute que eu vou agora
Cantá tudo em carretia;
O senhô pode escutá,
Que se as corda não quebrá,
Nem fartá minha cachola,
Eu lhe atendo num instante:
Nada existe que eu num cante
Nas corda desta viola.
Sobre este mundo crué,
De turmento e confusão,
Os poeta sempre gosta
De dá sua pinião;
Um descreve de proviso
Que o mundo é um paraíso
Enfeitado de fulô;
Já ôto, que é mais izato,
Diz que o mundo é um triato
Cheio de cena de horrô.
O texto representa uma forma deturpada de uso da norma urbana culta da língua portuguesa no Brasil.