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Trecho de entrevista sobre sedentarismo e atividade física, do médico Drauzio Varela com o biomédico Turíbio Leite Barros Neto
Drauzio – A que você atribui a resistência do ser humano para praticar atividade física?
Turíbio Leite Barros Neto – Nos dias de hoje, essa resistência à prática de atividade física pode ser atribuída ao estilo de vida marcado pela turbulência do dia a dia nos grandes centros urbanos.
De acordo com os critérios estabelecidos para determinar o que é ser ativo ou sedentário, pesquisas comprovam que cerca de 30% das pessoas que vivem nos grandes centros urbanos são classificadas como ativas; os outros 70%, como sedentárias. Dos 30% de pessoas ativas, 25% são ativas por necessidade e só 5% por opção. Portanto, uma fração muito pequena da população adota um estilo de vida no qual o exercício físico é incorporado como hábito e não como obrigação por força das circunstâncias.
Drauzio – O que você chama de atividade física?
Turíbio – Atividade física é toda situação em que a pessoa pelo menos dobre seu metabolismo, ou seja, dobre seu gasto de energia. Por exemplo: se está sentada, em repouso, e simplesmente se levanta e começa a caminhar, está fazendo atividade física, porque aumenta o consumo energético.
Qualquer atividade física em que haja gasto de energia e aumento do metabolismo, seja ela ocupacional (subir escadas, carregar um pacote, fazer compras, lavar o carro, varrer a casa), seja formal (pedalar, nadar, dançar, caminhar, correr), é levada em conta para o cômputo do gasto calórico diário do indivíduo.
Na resposta à primeira pergunta de Drauzio, em “resistência à prática de atividade física” (linha 4), a expressão “à prática de atividade física” atua como adjunto adnominal de “resistência”, já que se trata de termo preposicionado que completa o sentido de um nome.