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Se for a Marte, não beba (Filipe Vilicic, Jennifer Ann Thomas e Raquel Beer) O anúncio publicado na conta do Twitter da NASA na segunda-feira passada, 28, alertava para “o maior mistério já revelado sobre Marte”. Com pompa e retumbância, associadas a fotos, anunciava-se que “Marte não é o planeta seco que pensávamos”, pois, “em certas circunstâncias”, existe água em estado líquido por lá. A própria história de mais de quarenta anos da busca da agência espacial americana por algo que aproxime de vida no planeta vermelho tratou de, por assim dizer, pôr água na fervura do anúncio. O episódio lembrou uma conhecida fábula de Esopo (do século VI a.C.). Nela, um animal aparecia de fato, ele se desesperou, mas ninguém lhe deu ouvidos. Nos últimos tempos, a NASA se acostumou a alardear “É o lobo, é a água”, e quando sua existência no território marciano pôde, enfim, ser verificada, a novidade soou como algo velho. Não é que o mundo tenha reagido com indiferença à notícia, ou que ela seja falsa (uma dádiva do verão), e a água, bem, a “água” é, na verdade, salmoura. Enfim, um conselho como corolário da semana: se for a Marte, não a beba. (Revista Veja, 7 de outubro de 2015)
Assinale a alternativa que apresenta o correto comentário morfossintático do termo destacado em “anunciava-se”.