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Um dos desafios que o pediatra enfrenta ao atender o adolescente é estabelecer limites entre o que deve e o que não deve ser feito em relação às questões éticas que regulamentam a prática da medicina do adolescente. Com relação aos aspectos éticos do atendimento ao adolescente, leia as afirmativas a seguir.
I. O adolescente, desde que identificado como capaz de avaliar seu problema de saúde e de se conduzir por seus próprios meios para solucioná-lo, tem o direito de ser atendido sem a presença dos pais ou responsáveis no ambiente da consulta, garantindo-se a privacidade, a confidencialidade e o sigilo.
II. A ausência dos pais ou responsáveis na consulta inicial do adolescente é fator de impedimento do atendimento médico, enquanto que, a ausência dos pais ou responsáveis nas consultas de retorno não é fator de impedimento do atendimento médico.
III. Quando o adolescente for atendido sem a presença dos pais ou responsáveis, o médico deve informar aos pais ou responsável o conteúdo da consulta.
IV. Em todos os casos em que há necessidade da quebra do sigilo médico da consulta prestada ao adolescente sem o acompanhante responsável, não há a necessidade de informar e justificar ao adolescente os motivos desta atitude.