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Convulsões são uma das manifestações mais frequentes de comprometimento neurológico no período neonatal. A identificação da etiologia das crises neonatais é fundamental para a tomada de medidas terapêuticas. Sobre o tema, analise as afirmativas a seguir:
I. As convulsões circunstanciais ocorrem em transtornos autolimitados ou ocasionais, geralmente de menor gravidade e fácil manejo. São exemplos dessas crises as provocadas por distúrbios metabólicos e hidroeletrolíticos transitórios (hipoglicemia, hipomagnesemia, hipocalcemia), abstinência de drogas de uso materno e intoxicação por anestésicos.
II. As convulsões sintomáticas compreendem as provocadas por uma gama de encefalopatias primárias ou secundárias. Exemplos são: sepse, hipóxia decorrente de processos pulmonares, alterações cardiocirculatórias, como as observadas em neonatos com malformações cardíacas complexas, entre outras.
III. As encefalopatias primárias são causas menos frequentes de crises epilépticas no período neonatal, com destaque para a encefalopatia hipóxico-isquêmica perinatal, as lesões encefálicas relacionadas à prematuridade, o tocotraumatismo e as malformações do SNC.
IV. A grande propensão para crises epilépticas durante o período neonatal resulta do predomínio de sinapses excitatórias em relação às inibitórias no cérebro imaturo. Tal estado de hiperexcitabilidade pode dificultar o surgimento de crises epilépticas, tanto na vigência de danos primários ao sistema nervoso central (SNC) quanto em transtornos sistêmicos transitórios, como distúrbios hidroeletrolíticos e metabólicos, hipóxia e sepse.
Assinale