///
As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) são adquiridas por pacientes ao receberem cuidados de saúde e representam o evento adverso mais frequente no âmbito da segurança do paciente em todo o mundo. Trabalhos recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que as infecções de sítio cirúrgico (ISCs) são o tipo de IRAS mais monitorado e frequente em países de renda baixa e média, afetando até um terço dos pacientes submetidos a um procedimento cirúrgico. Embora a incidência de ISCs seja menor nos países de alta renda, continua sendo o segundo tipo mais frequente de IRAS na Europa e nos Estados Unidos (EUA). Foram identificados muitos fatores que contribuem para o risco de ISCs no trajeto do paciente ao longo do procedimento cirúrgico. Dessa forma, a prevenção dessas infecções é complexa e requer a integração de uma série de medidas preventivas antes, durante e após a cirurgia. No entanto, a implementação dessas medidas não é padronizada no mundo inteiro. Atualmente, não existem diretrizes internacionais, e frequentemente são identificadas inconsistências na interpretação das evidências e das recomendações nas diretrizes nacionais. Em relação a ISCs é correto afirmar: