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O termo “Pneumonia adquirida na comunidade (PAC)” refere-se à pneumonia que ocorre em crianças não hospitalizadas no último mês, portanto não colonizadas por germes hospitalares e, sim, por aqueles provenientes do meio domiciliar, escolar e comunitário. É a causa mais comum de morbidade e mortalidade em bebês e crianças menores de cinco anos em todo o mundo. Entretanto, intervenções que incluíram medidas preventivas, como as vacinas conjugadas contra Haemophilus influenza tipo b e pneumococo, e estratégias de manejo, como as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Manejo Integrado de Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI), causaram um declínio constante na incidência e mortalidade por pneumonia.
É correto afirmar:
I. O quadro clínico da pneumonia é variado e inespecífico; poderá ser sutil dependendo de vários fatores, incluindo os agentes etiológicos, idade da criança, tamanho do inóculo e resposta imunológica do indivíduo; febre de início agudo, taquipneia e tosse caracterizam o quadro clínico clássico. A febre pode estar ausente em bebês muito pequenos com infecção por C. trachomatis, B. pertussis ou Ureaplasma.
II. As crianças mais velhas podem referir dor torácica tipo pleural ou rigidez da nuca (cada uma delas relacionada ao envolvimento do lobo). Outros sinais de PAC que indicam gravidade e necessidade de internação: saturação de oxigênio menor que 92%; abolição do murmúrio vesicular, com possibilidade ou confirmação radiológica de complicações, como derrame pleural (DP) e empiema; desnutrição grave; sonolência; rebaixamento do nível de consciência e recusa alimentar.
III. A hemocultura deve ser realizada de rotina mesmo que o paciente apresente boa evolução com o tratamento antimicrobiano.
IV. Crianças com sinais e sintomas sugestivos de PAC sem indicação de internamento, necessitam realizar radiografia de tórax de rotina.
A alternativa correta é: