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A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é uma condição que afeta uma parcela relevante dos homens mais velhos, sendo uma das causas mais frequentes de visita ao Urologista. O ponto crucial da avaliação de um paciente com HPB é o diagnóstico diferencial com o Câncer de Próstata, visto que ambos podem gerar sintomas obstrutivos por causa do aumento desta glândula do aparelho reprodutor masculino.
É correto afirmar:
I. Os principais fatores de risco além da idade são: variantes no gene 2q31, 5p15 e LILRA3, a obesidade, síndrome metabólica, hipertensão, o Diabetes Mellitus tipo 2, uso de suplementação de Testosterona oral (quando comparado à Testosterona IM) e a história de infecção por gonorreia. A alimentação também é um fator de risco importante, por isso dietas com alto teor gorduroso e uma maior ingestão de carnes vermelhas podem levar ao seu desenvolvimento.
II. Os fatores protetivos são: altos níveis séricos de selênio, prática de atividades físicas regulares, dietas ricas em vegetais e consumo de álcool (apesar do álcool ser fisiologicamente um fator protetivo, o seu consumo não é indicado como recomendação de prevenção devido aos riscos e prejuízos em outros sistemas secundários à sua ingestão).
III. Além do diagnóstico clínico pelas coletas da história da doença, exame físico e IPSS, faz-se necessário alguns exames complementares, sendo eles: sumário de urina, dosagem sérica de SPA e urofluxometria.
IV. Quando a fração dos valores de SPA Livre sobre o valor de SPA Total for > 15%, suspeita-se de uma alteração benigna da próstata, enquanto < 15% suspeitamos de crescimentos malignos (Câncer de Próstata). Os valores de referência são variáveis de acordo com cada paciente, mas temos como base o SPA Total em valores normais quando ele não ultrapassa 6,0 ng/mL.
A alternativa correta é: