///
A malária é reconhecidamente a doença parasitária humana mais importante na perspectiva da saúde global. Conhecida desde a Antiguidade, acredita-se que tenha se originado na África, de onde se disseminou para outros continentes. A introdução do parasito no continente americano se deu com a colonização europeia. Os conhecimentos mais acurados acerca da etiologia e do modo de transmissão da malária datam do final do século 19, com a descrição do parasito por Laveran (1880) e da transmissão por anofelinos por Manson (1894) e Ross (1897). A malária é causada por parasitos do gênero Plasmodium, inoculados no hospedeiro humano pela picada de fêmeas de Anopheles infectadas. São cinco as espécies de Plasmodium incriminadas na transmissão da malária humana: P. falciparum, P. vivax, P. malariae, P. ovale e P. knowlesi, reconhecido mais recentemente, no Sudeste Asiático. As infecções por P. falciparum e P. knowlesi, quando não reconhecidas ou tratadas tardia ou inadequadamente, podem evoluir com manifestações clínicas de doença grave, potencialmente letal. Na investigação epidemiológica da malária, é correto afirmar:
I. Caso autóctone: quando a transmissão é local, porém não continuada, e o caso detectado se origina de outro, importado.
II. Caso importado: quando a transmissão ocorre em local distinto ao de origem do indivíduo, em deslocamento realizado para área malarígena, e é detectado fora da área onde houve a infecção
III. Caso introduzido: quando a transmissão ocorre no local, sem que o indivíduo tenha realizado deslocamentos para outras regiões. Supõe a existência de casos anteriores e continuidade da transmissão
IV. Caso induzido: quando a transmissão ocorre sem a participação do vetor, ou seja, por transfusão sanguínea, uso compartilhado de seringas contaminadas ou por via congênita no momento do parto, em consequência de lesões nos vasos sanguíneos de mãe e filho.
A sequência correta é: