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Respingou fartamente o álcool em todo o caixote. Em seguida, calçou os sapatos e, como uma
equilibrista andando no fio de arame, foi pisando firme, um pé diante do outro na trilha de
formigas. Foi e voltou duas vezes. Apagou o cigarro. Puxou a cadeira. E ficou olhando dentro
do caixotinho.
— Esquisito. Muito esquisito.
— O quê?
— Me lembro que botei o crânio em cima da pilha, me lembro que até calcei ele com as
omoplatas para não rolar. E agora ele está aí no chão do caixote, com uma omoplata de cada
lado. Por acaso você mexeu aqui?
— Deus me livre, tenho nojo de osso! Ainda mais de anão.
Ela cobriu o caixotinho com o plástico, empurrou-o com o pé e levou o fogareiro para a mesa,
era a hora do seu chá. No chão, a trilha de formigas mortas era agora uma fita escura que
encolheu. Uma formiguinha que escapou da matança passou perto do meu pé, já ia esmagá-la
quando vi que levava as mãos à cabeça, como uma pessoa desesperada. Deixei-a sumir
numa fresta do assoalho.
Os estudos sociolinguísticos, principalmente aqueles que se dedicam ao problema normativo, costumam explicar a ocorrência do hibridismo de normas. Em relação a isso, ainda no material linguístico do texto de Lygia Fagundes Telles, é CORRETO afirmar que