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Rio Abaixo Treme o rio, a rolar, de vaga em vaga... Quase noite. Ao sabor do curso lento Da água, que as margens em redor alaga, Seguimos. Curva os bambuais o vento. Vivo há pouco, de púrpura sangrento, Desmaia agora o Ocaso. A noite apaga A derradeira luz do firmamento... Rola o rio, a tremer, de vaga em vaga. Um silêncio tristíssimo por tudo Se espalha. Mas a lua lentamente Surge na fímbria do horizonte mudo: E o seu reflexo pálido, embebido como um gládio de prata na corrente, Rasga o seio do rio adormecido. (Olavo Bilac, Poesia reunida, 1996)
O poema “Rio abaixo” apresenta alguns casos de hipérbato, que consiste na inversão da ordem direta da oração (sujeito, verbo, complementos). Nesse sentido, assinale a alternativa que NÃO apresenta um hipérbato.