///
Nascer no Cairo, Ser Fêmea de Cupim
Conhece o vocábulo escardinchar? Qual o feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo? Como se chama o natural do Cairo?
O leitor que responder "não sei" a todas estas perguntas não passará provavelmente em nenhuma prova de Português de nenhum concurso oficial. Mas, se isso pode servir de consolo à sua ignorância, receberá um abraço de felicitações deste modesto cronista, seu semelhante e seu irmão (...) No fundo, o que esse gramático deseja é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma coisa através da qual as pessoas se entendam, mas um instrumento de suplício e de opressão que ele, gramático, aplica sobre nós, os ignaros.
(BRAGA, R. Nascer no Cairo, Ser Fêmea de Cupim. In: FILHO, D.P. Pequena antologia do Braga, 2009, p. 115. Adaptado.).
A crítica do cronista está em sintonia com esta explicação teórica que direcionará as unidades didáticas sobre o ensino de gramática, pois ambas posições levam em conta a ausência