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David Harvey coloca, ao alcance de estudiosos e do grande público, uma obra audaciosa. Fruto de uma análise crítica e rigorosa sobre o modo pelo qual o capital se movimenta em busca do lucro, buscando superar todas as barreiras que aparecem em seu caminho e submetendo toda a sociabilidade humana à lógica da acumulação. Para Harvey, o sistema de capital é orientado para a expansão e a acumulação. Daí a necessidade de as empresas capitalistas estarem sempre em busca de novos mercados, redefinindo os espaços e formas de relação com a natureza. Desse modo, visando ao objetivo primeiro de melhor e mais eficiente controle do capital sobre a produção do valor. O resultado é o que ele chama de "compressão do tempo-espaço", isto é, um mundo no qual o capital se move, cada vez mais rápido, e as distâncias são compactadas
Harvey parte da discussão da crise econômica de 2008 para demonstrar que ela, assim como as anteriores, é intrínseca e inerente ao modo de produção capitalista. "As crises financeiras servem para racionalizar as irracionalidades do capitalismo." Procede, então, a uma análise das crises no curso da evolução do capitalismo, na tentativa bem sucedida de explicar o processo pelo qual o capital, por meio delas, realimenta, sempre com novos arranjos temporais e espaciais, sua expansão e acumulação. Destaca que a taxa mínima de crescimento aceitável para uma economia capitalista saudável é de 3%/ano, ou seja, com lucro para os capitalistas, segundo analistas econômicos. Ocorre que está se tornando cada vez mais difícil sustentar essa taxa, o que tem levado às crises em função da ascensão do capital financeiro fictício. O autor afirma que, em 2009, um terço do equipamento de capital nos Estados Unidos estava parado, enquanto 17% da força de trabalho estavam desempregados ou parados.
Com base no texto, assinale a alternativa que corresponde ao papel desempenhado pelas crises do capitalismo: