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Mas o que vejo? É um sonho!... A barbaria
Erguer-se neste século, à luz do dia.
Sem pejo se ostentar.
E a escravidão – nojento crocodilo
Da onda turva expulso lá do Nilo – Vir aqui se abrigar!...
Oh! Deus! não ouves dentre a imensa orquestra
Que a natureza virgem manda em festa
Soberba, senhoril, Um grito que soluça aflito, vivo,
O retinir dos ferros do cativo, Um som discorde e vil?
ALVES, Castro. Obra Completa. Rio de Janeiro, Editora Nova Aguilar S. A, 1997, p. 216. [Adaptado].
O que nesse poema incomodava a elite brasileira do século XIX?