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Afinal, são inúteis essas tentativas de análise e de interpretação de nós mesmos. (...) O fato é que se frustra todo o esforço que despendemos para nos impor certa disciplina, certa unidade, certa coerência. À sorrelfa, algum diabo malicioso inutiliza o nosso trabalho, e amanhã seremos o que não queremos, e hoje somos o que ontem fôramos e não quiséramos ser mais. (ANJOS, Cyro dos. O amanuense Belmiro. 10. ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1979. p. 76.)
O escritor e ensaísta Ricardo Piglia analisa autores clássicos a partir dessa sua tese. De acordo com ele: