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Rousseau nos apresenta um processo formativo para seu aluno fictício Emílio, desde o seu nascimento até o ingresso adulto na sociedade. O que devemos ressalvar é que a construção do caráter se inicia na infância e, na adolescência, ele será aprimorado. Aqui o educando deverá aprender a discernir entre o bem e o mal, o certo e o errado, sempre auxiliado pelo seu preceptor, que, aliás, é imprescindível para que haja um crescimento pessoal, intelectual e moral do aluno.
O genebrino pensou um projeto de educação que fizesse com que as pessoas pudessem reconstruir sua identidade, preparando um ser humano que pudesse pensar e agir por conta própria, sem ser levado pelo pensamento de outrem ou corrompido por uma sociedade artificializada que rege as relações humanas.
O papel da educação, segundo Rousseau (2004), é contribuir para o crescimento e melhoria das pessoas, e esta educação começa na família e na escola, para que, a partir da convivência e interação com o outro, o sujeito possa conviver em sociedade aprendendo a distinguir entre o certo e o errado. Apesar de muitas de suas ideias ainda não serem bem aceitas na pedagogia atual, Emílio ainda serve como referência para a formação do “[...] respeito pelo outro, como princípio da sociabilidade moral entre os seres humanos” (POKOJESKI, 2009, p. 14).
O que o genebrino almeja é um aluno que possua um coração bom, coberto por uma personalidade formada e amadurecida junto com seu educador; alguém que apresente em sua essência uma liberdade intelectual, moral e social. Para Rousseau (2004), a criança nessa idade tem um corpo sadio, os membros ágeis, o espírito justo e sem preconceitos, o coração livre e sem paixões que não perturba ninguém, vive feliz e livre por meio do que a natureza lhe ofereceu. Portanto, questiona o filósofo: “[...] achais que uma criança que chegou assim aos quinze anos tenha perdido os anos precedentes?” (ROUSSEAU, 2004, p. 283).
No tocante à acentuação gráfica da forma verbal “é” (l. 16), por exemplo, o AOLP 1990 prescreve o seguinte: “BASE VIII – Da acentuação gráfica das palavras oxítonas - 1o) Acentuam-se com acento agudo: a) As palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas abertas grafadas -a, -e ou -o, seguídas ou não de -s: está, estás, já, olá; até, é, és, olé, pontapé(s); avó(s), dominó(s), paletó(s), só(s)”. A rigor, tal forma verbal NÃO deveria ser enquadrada nessa regra, porque: