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TEXTO 3
O processo de ensino e aprendizagem de línguas vem sofrendo mudanças significativas, principalmente quanto aos aspectos envolvendo a prática pedagógica do professor. Desde a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997) – documento que propõe uma abordagem sociofuncional e, portanto, contextualizada do ensino de línguas, por meio da perspectiva de gêneros textuais –, uma proposta reflexiva e inclusiva tem pautado o ensino de línguas (materna e/ou estrangeira), principalmente no que se refere à produção e implementação de material didático. Nesse contexto, o surgimento e a utilização das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) têm proporcionado ao professor – bem como a seus alunos – o contato com uma nova gama de opções com relação a gêneros textuais que são típicos dessa esfera comunicativa ou que, em seu processo evolutivo, migraram para novos suportes. Assim, consideramos que, além de dignas de investigação e aplicação pedagógica, tais tecnologias viabilizam pensar-se a inclusão digital a partir da ótica da cidadania, considerando-se que ler e escrever não são mais o único modo de letramento.
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Para o professor (em serviço ou em formação), ter conhecimento acerca de diferentes gêneros e clareza quanto à exploração destes em sala de aula podem ser elementos cruciais na inclusão social e profissional de seus alunos, uma vez já ser consenso a transformação gerada pela Internet, cujas consequências são inéditas (Kurtz, 2004). Certamente, a questão central é a reconstrução do papel da escola e, consequentemente, do professor e do aluno, visto que novas posturas e novos conhecimentos estão sendo cada vez mais exigidos de educadores, em diversas áreas. É raro quem ainda não se ache sob a influência de algum tipo de comunicação informatizada (cf. Marcuschi, 2005).
Adaptado de CARNIN, A.; MACAGNAN, M. J. P.; KURTZ, F. D. Internet e ensino de línguas: uma proposta de atividade utilizando vídeo disponibilizado pelo YouTube®. Linguagem & Ensino, Pelotas, v. 11, n.2, p.469-485, jul./dez. 2008. Disponível em: http://www.leffa.pro.br/tela4/Textos/Textos/Revista/edicoes/v11n2/09Anderson.pdf. Acesso em: 19 abr. 2024.
Nas formas pronominais contratas “Nesse” (l. 06) e “dessa” (l 08), observa-se um fenômeno de ordem fonológica, devido à flexão nominal; tal fenômeno denomina-se: