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Uma das características mais importantes das línguas humanas e mais relevantes à questão do ensino da língua materna é a diversidade linguística. Este é um ponto básico nas pesquisas e teorias sociolinguísticas e, em princípio, não precisamos de nenhuma pesquisa acadêmica formal para reparar na existência desta diversidade. Ela é evidente pela experiência de todo mundo; entretanto, em muitas sociedades, como é o caso da sociedade brasileira, a representação sociocultural da língua de certo modo oblitera essa percepção, fazendo crer que a língua de verdade não varia – ou, numa exacerbação idealizada, faz crer que a língua não deveria variar (GUY; ZILLES, 2006, p. 42).
No tocante às teorias sociolinguístico-variacionistas, transcreve-se o que afirmou Darcy Ribeiro: "os brasileiros são, hoje, um dos povos mais homogêneos linguística e culturalmente e também um dos mais integrados socialmente da Terra. Falam uma mesma língua, sem dialetos”, apud Bagno (grifos deste autor).
Com sustentação no teor dessa citação, de acordo com o TEXTO II, nega-se: