///
A proximidade com os meios tecnológicos está começando sobremodo cedo na vida das pessoas; por exemplo, uma criança já domina um computador, celular simultaneamente, com muita destreza, e isso acaba refletindo no ensino e na aprendizagem. Dessa forma, a sala de aula não se torna tão atraente como o mundo virtual. Os livros, instrumento imprescindível na educação, se tornam uma coisa estranha, desinteressante, que não desperta a curiosidade. Os alunos passam pela escola sem dominar escrita, não sabem onde pontuar, qual grafia usar em certas palavras, porque, ao digitarem, não respeitam as regras gramaticais, e a própria máquina faz a correção automática. Portanto, os educandos não se preocupam com as normatizações da língua, e isso reflete, de forma notória, na escrita, e assim cresce a quantidade de cidadãos mal alfabetizados, não sabem ler, sequer grafar, pouco raciocínio, com uma capacidade crítica limitada; quando precisam opinar, procuram textos prontos e somente os repetem. É dever principalmente das escolas não deixar que isso aconteça.
O texto C, por óbvio, é um fragmento de um texto maior, ou seja, trata-se de um artigo científico, o qual, segundo Dolz e Schneuwly (apud Segate, op. cit.), apresenta, de modo prevalecente, a seguinte capacidade de linguagem dominante: