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A tecnologia revolucionária que promete detectar tsunamis antes que cheguem à praia
Tsunamis são difíceis de detectar em alto mar, mas, no verão de 2025, cientistas conseguiram acompanhar um em tempo real. Um terremoto de magnitude oito atingiu a península de Kamchatka, na Rússia, gerando ondas acima de seiscentos quilômetros por hora e acionando alertas em todo o Pacífico. Milhões foram orientados a desocupar o lugar, enquanto o deslocamento massivo da água provocava perturbações atmosféricas detectáveis pelos sinais de navegação via satélite.
Na véspera, a Nasa havia integrado inteligência artificial ao sistema Guardian, permitindo que, cerca de vinte minutos após o tremor, já se soubesse que o tsunami avançava para o Havaí com até quarenta minutos de antecedência. As ondas, de até quase dois metros, causaram apenas inundações moderadas, mas, em cenários mais graves, minutos adicionais seriam determinantes.
O Guardian demonstrou capacidade de identificar tsunamis ao captar alterações nos sinais de rádio entre satélites e estações terrestres, tecnologia que também detecta erupções, lançamentos de foguetes e testes nucleares. A ideia existe desde os anos 1970, mas ganhou viabilidade na década de 2020. O enorme deslocamento da água perturba a ionosfera, alterando a quantidade de elétrons e modificando o tempo de chegada dos sinais — anomalias usadas como indicativos de grandes eventos.
Pesquisadores já haviam reconhecido retrospectivamente padrões ionosféricos ligados ao tsunami de 2011 no Japão e à erupção em Tonga em 2022, mas o evento de 2025 foi o primeiro observado em tempo real. Enquanto o sistema DART utiliza boias fixadas no fundo do oceano, o Guardian permite acompanhar a formação e a propagação das ondas.
Espera-se que esse monitoramento atmosférico detecte tsunamis ainda em mar aberto, aprimorando alertas e evitando falsos alarmes. A técnica também auxilia na identificação de explosões nucleares, como nos testes norte-coreanos de 2009. As redes tradicionais dependem de sismógrafos e boias, menos abrangentes e menos imediatas.
A Europa desenvolve tecnologia semelhante, e estudos investigam a luminescência atmosférica como método complementar. O Guardian está em evolução e deverá prever automaticamente altura das ondas, locais de impacto e horários, atualizando estimativas a cada dez minutos. A ionosfera reage lentamente, o que limita alertas próximos ao epicentro. Contudo, em tsunamis de longo alcance, como o de 2004 no oceano Índico, que levou horas para alcançar Sri Lanka e Somália, sistemas desse tipo podem salvar vidas.
O Guardian demonstrou capacidade de identificar tsunamis ao captar alterações nos sinais de rádio entre satélites e estações terrestres, tecnologia que também detecta erupções, lançamentos de foguetes e testes nucleares.
O número de orações presentes no período é de: