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Introdução à arte das montanhas Um animal passeia nas montanhas. Arranha a cara nos espinhos do mato, perde o fôlego mas não desiste de chegar ao ponto mais alto. De tanto andar fazendo esforço se torna um organismo em movimento reagindo a passadas, e só. Não sente fome nem saudade nem sede, confia apenas nos instintos que o destino conduz. Puxado sempre para cima, o animal é um ímã, numa escala de formiga, que as montanhas atraem. Conhece alguma liberdade, quando chega ao cume. Sente-se disperso entre as nuvens, acha que reconheceu seus limites. Mas não sabe, ainda, que agora tem de aprender a descer. Leonardo Fróes
Com o final “Mas não sabe, / ainda, que agora tem de aprender a descer.” a intenção do autor é