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E o mundo não se acabou (1938) (Assis Valente) Anunciaram e garantiram Que o mundo ia se acabar Por causa disso Minha gente lá de casa Começou a rezar E até disseram que o sol Ia nascer antes da madrugada Por causa disso nessa noite Lá no morro Não se fez batucada Acreditei nessa conversa mole Pensei que o mundo ia se acabar E fui tratando de me despedir E sem demora fui tratando De aproveitar Beijei a boca De quem não devia Peguei na mão De quem não conhecia Dancei um samba Em traje de maiô E o tal do mundo Não se acabou (...) Chamei um gajo Com quem não me dava E perdoei a sua ingratidão E festejando o acontecimento Gastei com ele Mais de quinhentão Agora eu soube Que o gajo anda Dizendo coisa Que não se passou Vai ter barulho Vai ter confusão Porque o mundo não se acabou
Em “Chamei um gajo/ Com quem não me dava”, se a expressão em destaque fosse substituída pelo verbo gostar, mantendo-se os mesmos tempo e modo verbais, teríamos, segundo a gramática normativa: