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O LOBO E O CORDEIRO Maria Alice Mendes de Oliveira Armelin Quando a razão não convence, A força se torna razão E, sem querer ouvir não, O forte ao mais fraco vence. Assim se deu certo dia, Quando um tenro cordeirinho, Feliz, bebia tranquilo Num riacho cristalino. Eis que chega um feroz lobo À margem do tal riacho E, vendo o pobre a beber, Pensou como seria bom Matar a sede e comer. E sem demora ergueu a voz, Surpreendendo o coitado: "Por que turvas minha água? Quem te fez assim ousado Pra te indispores comigo? Tua temeridade merece castigo!" E o cordeiro com humildade Contestou o lobo num aparte: "Se estou vinte passos abaixo E a água corre para cá, Perdão, então como posso A vossa água sujar?" "Mas sujas", disse o malvado. "E até pior: me contaram que falaste mal de mim durante o ano passado!" "Eu, senhor?! Não pode ter sido. No ano passado, nem era nascido!" "Então foi teu irmão, teu pai ou algum outro parente!", retrucou o lobo impaciente. E, antes que o outro replicasse, o lobo resolveu o impasse: saltou ágil e num golpe só abateu o cordeiro e devorou sem dó!
"Eis(1) que chega um feroz lobo / À margem do tal(2) riacho"
Em relação às palavras destacadas e identificadas por números no trecho acima, apresenta-se CORRETA a seguinte afirmativa: