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O LOBO E O CORDEIRO
Maria Alice Mendes de Oliveira Armelin
Quando a razão não convence, A força se torna razão
E, sem querer ouvir não, O forte ao mais fraco vence.
Assim se deu certo dia, Quando um tenro cordeirinho, Feliz, bebia tranquilo
Num riacho cristalino.
Eis que chega um feroz lobo
À margem do tal riacho
E, vendo o pobre a beber, Pensou como seria bom
Matar a sede e comer.
E sem demora ergueu a voz, Surpreendendo o coitado: "Por que turvas minha água?
Quem te fez assim ousado
Pra te indispores comigo?
Tua temeridade merece castigo!"
E o cordeiro com humildade
Contestou o lobo num aparte: "Se estou vinte passos abaixo
E a água corre para cá, Perdão, então como posso
A vossa água sujar?"
"Mas sujas", disse o malvado.
"E até pior: me contaram
que falaste mal de mim
durante o ano passado!"
"Eu, senhor?! Não pode ter sido.
No ano passado, nem era nascido!"
"Então foi teu irmão, teu pai
ou algum outro parente!", retrucou o lobo impaciente.
E, antes que o outro replicasse, o lobo resolveu o impasse: saltou ágil e num golpe só abateu o cordeiro e devorou sem dó!
(Fonte: Entre na roda: oficina 2. São Paulo: Cenpec/FVW, 2006, p. 52)
"E, sem querer ouvir não, / O forte ao mais fraco vence."
Analisando a oração destacada no período acima, fica CORRETA a seguinte alternativa: