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O texto a seguir foi publicado na revista Ciência Hoje. Leia-o e responda as questões a seguir.
Carisma do panda II
É sempre com prazer que leio seus textos [de Franklin Rumjanek] na CH. Sempre gostei de textos de divulgação bem escritos e de temas variados, como o que você escreve. Seu artigo “O carisma do panda” levanta uma questão que, como biólogo, sempre me chamou a atenção: a nossa aparente contradição com relação à preservação e destruição da natureza. Nesse ponto, você levanta muito bem a questão das espécies carismáticas (flagship species, em inglês) , que são bonitinhas, e, geralmente, fazem parte das principais listas de animais em extinção. Um ponto, porém, deve ser levantado nesse momento. As espécies bonitinhas, na concepção primordial da biologia da conservação, são usadas para levantar fundos não para sua preservação, e sim, das áreas que ocupam como espécies. Infelizmente, a preservação do ambiente em si não tem apelo para a maioria das pessoas e para a maioria dos órgãos que doam dinheiro para projetos de conservação. Frente a esse problema, apelamos para o sentimento, mas sempre com a intenção maior de preservar o habitat, e não somente a espécie. Dessa forma, está sim por trás dessa estratégia todo um vasto conhecimento ecológico, socioambiental e econômico, pois nada em conservação é feito sem estudo e planejamento prévios. A eleição de uma espécie bandeira ou carismática é uma das etapas fundamentais em muitos projetos de conservação, como o de que eu faço parte na cidade de Alta Floresta (MT). A Fundação Ecológica Cristalino elegeu o macaco-aranhada-cara-branca como bandeira para a preservação do Parque Estadual Cristalino. Em resumo, a espécie importa para conseguir fundos para a preservação do Parque, e não somente para estudos dela em si. (...)
E.G.
Alta Floresta, MT
Ainda em relação ao trabalho feito pela biologia da conservação, pode-se afirmar que tem: