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De acordo com Soares, Campelo e Paiva e Teixeira (2019), a crise do capital, instaurada a partir dos anos 1970, desencadeou uma série de estratégias e respostas da burguesia na perspectiva de superar a queda da taxa de lucros, a superacumulação e supercapitalização. Há necessidade de parcelas, cada vez maiores de capital, penetrarem as áreas consideradas não produtivas, como a dos serviços sociais. Dentre esses serviços sociais, os serviços de saúde vêm se destacando mundialmente, como espaço privilegiado de investimento de capital. Sobre essa questão, analise as afirmativas abaixo:
I. Dentre o conjunto das políticas sociais brasileiras e seu sistema de seguridade social, sem dúvida a política de saúde foi aquela que mais avançou em termos de estruturação de uma rede de serviços e universalidade de acesso, particularmente a partir da Constituição Federal de 1988.
II. Apesar dos seus avanços, o SUS passou por seu subfinanciamento a partir dos anos 2000, em especial no governo Temer, quando foi assinada a Emenda Constitucional de n.º 95/2016.
III. A permanência do subfinanciamento, associada a uma política de austeridade regressiva e conservadora, possibilitou uma apropriação contínua do fundo público brasileiro pelo capital portador de juros, ao priorizar o pagamento da dívida pública em detrimento das garantias constitucionais à proteção social da população.
IV. Os processos de mudança na forma de gestão e abertura para investimento privado se davam por dentro do SUS sem grandes alardes, inclusive por meio da própria normatização do sistema, como foi o caso da NOB (Norma Operacional Básica) de 1996 que regulamentava a descentralização de saúde por instituições privadas contratadas por gestores.
Estão CORRETAS