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O papel social da comunicação é debatido por Jürgen Habermas em diversas de suas obras, em especial em Mudança estrutural da esfera pública: investigações sobre uma categoria da sociedade burguesa (São Paulo: Unesp, 2014). Na linha de pensamento à qual esse autor se filia, o seu papel deve ser o de
Sabedoria de Sêneca
Entre as tantas reflexões sábias que o filósofo estoico Sêneca nos deixou encontra-se esta: “Deve-se misturar e alternar a solidão e a comunicação. Aquela nos incutirá o desejo do convívio social, esta, o desejo de nós mesmos; e uma será o remédio da outra: a solidão curará nossa aversão à multidão, a multidão, nosso tédio à solidão”. É uma proposta admirável de equilíbrio, válida tanto para o século I, na pujança do Império Romano em que Sêneca viveu, como para o nosso, em que precisamos viver. É próprio, aliás, dos grandes pensadores, formular verdades que não envelhecem.
Nesse seu preciso aconselhamento, Sêneca encontra a possibilidade de harmonização entre duas necessidades opostas e aparentemente inconciliáveis. O decidido amor à solidão ou a necessidade ingente de convívio com os outros excluem-se, a princípio, e marcariam personalidades radicalmente distintas. Mas Sêneca sabe que ambas podem ser insatisfatórias em si mesmas: a natureza humana comporta impulsos contraditórios. Por isso está no sistema filosófico dos estoicos a noção de equilíbrio como princípio inescapável para o que consideram, como o melhor dos nossos destinos, a “tranquilidade da alma”.
Esse equilíbrio supõe aceitarmos as tensões polarizadas de nossa natureza dividida e aproveitar de cada polaridade o que ela tenha de melhor: a solidão nos impulsiona para o reconhecimento de nós mesmos, para a nossa identidade íntima, para a diferença que nos identifica entre todos; a companhia nos faz reconhecer a identidade do outro, movida pela mesma força que constitui a nossa. Sêneca, ao reconhecer que somos unos em nós mesmos, lembra que essa mesma instância de unidade está em todos nós, e tem um nome: humanidade.
(Altino Sampaio, inédito)
Considere o seguinte caso hipotético:
Um Analista de um Tribunal Regional do Trabalho está criando uma aplicação de gerenciamento de logística para distribuição de processos. A primeira versão da sua aplicação pode lidar apenas com a distribuição física feita por meio de pessoas, portanto, a maior parte do código fica dentro da classe Entregador. Depois de um tempo, a aplicação se torna bastante utilizada e ele recebe frequentemente várias solicitações de outros departamentos do órgão para incorporar, na aplicação, a logística de distribuição dos processos digitalizados por meio do computador. A adição de uma nova classe (meio) de distribuição ao programa causa um problema porque adicionar uma nova classe ao programa não é tão simples se o restante do código já estiver acoplado às classes existentes. Atualmente, a maior parte do código é acoplada à classe Entregador. Adicionar Computador à aplicação exigiria alterações em toda a base de código. Além disso, se mais tarde ele decidir adicionar outro meio de distribuição à aplicação, provavelmente precisará fazer todas essas alterações novamente. Como resultado, ele terá um código bastante sujo, repleto de condicionais que alteram o comportamento da aplicação, dependendo da classe de objetos de meio de distribuição.
Uma solução de melhoria para deixar o código mais limpo e manutenível é usar o padrão de projeto