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457941200696628
Ano: 2023Banca: Instituto AccessOrganização: UFJDisciplina: Comunicação SocialTemas: Editorial | Gêneros e Formatos de Jornalismo

Nas alternativas a seguir estão boas práticas para o sucesso na captação de recursos para projetos culturais, à exceção de uma. Assinale-a.

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457941201097410
Ano: 2022Banca: IV - UFGOrganização: UFJDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Semântica Contextual | Análise Textual
Texto associado

TEXTO PARA A QUESTÃO:


VIDAS NEGRAS IMPORTAM DE FATO NO BRASIL?

HÉLIO SANTOS

A pergunta-título pode parecer estranha para alguns, porque vidas humanas devem importar sempre, independentemente de qualquer condição. O Black Lives Matter – hashtag que dominou o mundo, sobretudo após a morte por sufocamento de George Floyd nos Estados Unidos – levanta a barbárie da violência que vitima negros em todo o mundo e de forma especial em países multirraciais como o Brasil. Reitera-se: “Vidas Negras Importam”. Mas esse clamor é um fato no Brasil? Vidas negras importam mesmo aqui?


A indagação do título acima tem pertinência, sim. Os antirracistas estão abalados pelas últimas mortes violentas de dois homens negros jovens – ambos no letal estado do Rio de Janeiro. Todavia, há uma continuidade das mortes que não cessam nunca o que torna nossa palavra de ordem algo sem repercussão na vida real da sociedade brasileira.


O jovem imigrante congolês Moïse Kabagambe sofreu, antes da xenofobia que imigrantes negros vivem aqui, violento racismo que de forma brutal o massacrou até à morte. Racismo este que assola aos negros sejam estes nascidos aqui ou não. Jamais um imigrante argentino, português ou do leste europeu, morreria daquela forma ao reivindicar salários atrasados. Tão infame quanto à morte de Moïse, foi a de Durval Teófilo Filho morto por um sargento da marinha que acertou 3 tiros no escuro contra o pai de família que retornava do trabalho – os dois últimos disparos foram feitos após a vítima, já caída, pedir clemência.


Vejamos: antes dos violentos assassinatos recentes destes jovens negros descortinamos uma sequência tenebrosa de casos que só vieram a público frente à covardia como aconteceram. Em 2021 a bela modelo e designer de 24 anos Kathlen Romeu – grávida – foi morta por um tiro de fuzil quando saía da casa de sua avó materna em Lins de Vasconcelos, zona norte do Rio. Não havia tiroteio no local como alegaram os policiais. A mãe da jovem foi enfática: “Foi a polícia que matou minha filha”. Ainda em 2021 em uma loja da rede Atakarejo em Salvador (BA), após furtarem carne, 2 homens famintos em plena pandemia – tio e sobrinho – foram detidos pela segurança da rede comercial e entregues não à polícia, mas aos traficantes da região que após sessão de tortura os matou a tiros. Vê-se aqui a gravidade do que apelidamos Segurança Privada em pleno conluio com o tráfico. Em 2020, 3 meninos foram mortos pelo tráfico de Belfort Roxo. Mais uma vez as comunidades esquecidas, invadidas livremente por marginais, foram vítimas da violência difusa liberada ao tráfico. As crianças de 9, 11 e 12 anos foram torturadas antes de serem mortas e seus corpos nunca foram encontrados. Ainda em 2020 no Rio de Janeiro, 12 crianças – 5 meninas e 7 garotos – foram mortas por balas perdidas; cerca de uma por mês. Pergunta necessária: qual seria a reação das autoridades caso esses inocentes fossem crianças que brincassem nos playgrounds dos luxuosos bairros da zona sul carioca como Gávea, Leblon ou Barra? Balas nunca se perdem na direção de crianças brancas dos bairros ricos na cidade maravilhosa. Ainda bem, porque nenhuma criança merece isto.


Em 2020, tivemos um assassinato bem parecido com o que vitimou George Floyd, foi a vez de João Alberto, morto por sufocamento e agressões numa loja do Carrefour em Porto Alegre. Tudo foi filmado e exibido ao mundo. Ainda no mesmo ano foi a vez dolorosa de Miguel Otávio de 5 anos, abandonado pela patroa de sua mãe no elevador de serviço em um prédio de luxo no Recife. O meninozinho, reitero de 5 anos, se perdeu e caiu do 9º andar do edifício. Detalhe: a mãe que deixou a criança sob os cuidados da patroa passeava na calçada com a cadela da família. Em 2019, foi a vez de militares do exército brasileiro executarem uma pessoa negra. Pasmem: a família do músico Evaldo Rosa se dirigia de automóvel na região de Deodoro (zona Oeste do Rio) para um chá de bebê numa tarde de domingo – sua esposa, filho, uma acompanhante e seu sogro assistiram ao seu fuzilamento e só não morreram por milagre, pois cerca de 80 tiros de fuzis foram disparados contra eles. O sogro se feriu e um catador que tentou ajudar foi ferido também e depois veio a morrer. Todo mundo negro. Os militares alegaram “engano” pelos 80 tiros! Já Sérgio Moro, então ministro da justiça, chamou o fuzilamento de “incidente”. Caso fosse um tanque em uma guerra talvez não precisasse de 80 tiros de fuzil, mas uma família negra num automóvel fez jus a esse absurdo que não seria o recorde em violência, como se verá a seguir. Dessa vez (2015) as vítimas foram 5 adolescentes – todos negros de novo – que receberam 111 tiros da letal PM carioca. Essa execução coletiva se deu no bairro de Costa Barros na zona norte do Rio. Nenhum dos meninos tinha armas ou passagem pela polícia. Eram estudantes da comunidade e estavam no interior de um carro. O número de tiros – 111 – em que se revezavam fuzis e pistolas, dispensa o meu comentário. Ainda em 2015, no bairro do Cabula em Salvador, 12 jovens entre 16 e 27 anos tiveram execuções sumárias num caso que estarreceu a cidade pois não se vislumbrou nenhuma razão plausível para a chacina. Num julgamento relâmpago, uma juíza inocentou os policiais militares, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça da Bahia.


Não temos espaço para falar de inúmeros outros casos, como o da mulher que foi arrastada por uma viatura da PM no Rio por mais de 300 metros. Isso sem contar as ameaças constantes que se tornaram mania contra políticos negros eleitos, especialmente mulheres, em que o exemplo mais marcante foi o de Marielle Franco com repercussão internacional. Essa lista não tem fim. 


Se formos indo aprofundando no tempo chegaremos a 1978, quando o feirante Robson da Luz foi torturado e morto numa delegacia em Osasco pela Polícia Civil de São Paulo. Essa morte foi um dos vetores que levou à criação do Movimento Negro Unificado (MNU) que há 44 anos batalha pelas vidas negras sempre sob constante ameaça.


Nenhum dos casos que eu trouxe aqui se tratou de pessoas que estavam enfrentando a polícia ou que estivessem em combate aberto contra outras pessoas.


Neste ano, os homens e mulheres que pretendem candidatar ao governo das 27 unidades federativas desse país continente têm que ter propostas razoáveis para essa “sangria desatada” – expressão usada pelos nossos avós para algo que nunca tem fim. Por outro lado, aquelas e aqueles que desejam o emprego de presidente da república terão de se posicionar com políticas efetivas para a defesa do que de mais elementar o estado deve proporcionar às pessoas: o direito à vida.


Dados de 2012 revelam 63 mortes diárias de jovens – todos negros – na faixa de 15 a 29 anos; quase 3 mortes a cada hora. Um desastre dessas proporções só é possível quando o aparato policial e judicial é conivente, quando não agente dessa mortandade. Mídia e os partidos políticos – que governam o país – têm sua parte nesse latifúndio bárbaro, anacrônico e que nos rebaixa a um vergonhoso ranking no campo dos direitos fundamentais.


Vidas negras importam – sim – para os antirracistas (negros e não-negros) que atuam na contramão de uma elite anestesiada e adoecida moralmente. Todavia, só a sociedade como um todo, liderada por mulheres e homens que almejem posicionar o Brasil num patamar civilizatório adequado ao século 21, pode estancar essa chaga que nos humilha, massacra e provoca muita dor à população majoritária que aqui está há meio milênio construindo o País.


Escancara-se a banalização do brutalismo contra a população negra. Questão que se faz necessária: qual a causa dessa reiterada anestesia moral? São várias, mas a impunidade e a abissal desigualdade racial nutrida pelo racismo têm espaço de destaque nessa cena distópica do país. A justiça que condena e prende a mãe que furta 2 litros de leite, devido a fome de sua prole, é a mesma que protela para as calendas o julgamento dos grandes sonegadores – todos brancos e ricos – que só em 2020 lesaram os cofres públicos em incríveis 460 bilhões de reais.


Não me parece mais correto dizer que o Brasil não tem projeto de nação. Ninguém come maça se não houver macieira. O que não temos são líderes e partidos com uma visão sistêmica que deem conta e queiram decifrar um país de 522 anos dos quais 354 se desenrolaram sob o barbarismo escravista. 



Adaptado de: Vidas negras importam de fato no Brasil? - Geledés (geledes.org.br) Acessado em 15/02/2022.

Releia:

Todavia, há uma continuidade das mortes que não cessam nunca o que torna nossa palavra de ordem algo sem repercussão na vida real da sociedade brasileira.

Os dois termos destacados no fragmento têm o mesmo sentido, respectivamente, de:
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3

457941201061917
Ano: 2023Banca: Instituto AccessOrganização: UFJDisciplina: Direito AdministrativoTemas: Processo Administrativo - Leis 9.784/1999 e 14.210/2021
Di Pietro (2020) define o controle da Administração Pública como o poder de fiscalização e correção que sobre ela exercem os órgãos do Poder Judiciário, Legislativo e Executivo, com o objetivo de garantir a conformidade de sua atuação com os princípios que lhe são impostos pelo ordenamento jurídico.
A Lei 9.784/99 dispõe que: “Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.”
Considerando os textos apresentados, os atos do controle da Administração Pública que podem ser anulados/revogados, são aqueles da forma de controle
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4

457941201138401
Ano: 2023Banca: Instituto AccessOrganização: UFJDisciplina: BiblioteconomiaTemas: Fundamentos da Biblioteconomia | Definições Básicas de Biblioteconomia
Na divisão de uma classe em subdivisões menores e sucessivas, para construção de linguagens documentárias, nenhum nível deve ser omitido, nenhuma característica importante deve ser esquecida de ser tomada para a base da subdivisão. Denomina-se esse fundamento de princípio da
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5

457941200958714
Ano: 2023Banca: Instituto AccessOrganização: UFJDisciplina: Pedagogia e DidáticaTemas: Temas Pedagógicos | Inclusão e Exclusão

São marcos documentais para a educação inclusiva no Brasil as alternativas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.

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6

457941200788004
Ano: 2023Banca: Instituto AccessOrganização: UFJDisciplina: Medicina: Clínica e Saúde PúblicaTemas: Cuidados Intensivos

CAD, 45 anos, hipertenso, diabético, dislipidêmico, cardiopata. Internado há 30 dias na UTI devido a infecção por covid-19. Após 5 dias da admissão, necessitou de entubação endotraqueal e evoluiu com lesão renal aguda dialítica, sendo realizada passagem de catéter central duplo lúmen (Shilley) em jugular direita. Paciente apresentou melhora clínica após 8 dias, sendo extubado, porém ainda mantendo necessidade de hemodiálise. Há 3 dias, apresentou pico febril de 38 graus, tremores, elevação da proteína C reativa (2 a 35) e leucocitose. Suspeitou-se de infecção de corrente sanguínea, com coleta de hemoculturas (2 amostras) e troca de catéter central com coleta de cultura da ponta do catéter, iniciado empiricamente vancomicina. Após 2 dias, paciente já em melhora, o plantonista checou os seguintes resultados:



Local de cultura

Germe

Sensibilidade

Hemocultura primeira amostra

S. aureus

Sensível a oxacilina, vancomicina, clindamicina, bactrim, linezolida, teicoplanin

Hemocultura segunda amostra

Negativa


Ponta de cateter

S. aureus

Sensível a oxacilina, vancomicina, clindamicina, bactrim, linezolida, teicoplanin


Diante do resultado das culturas, qual seria a melhor conduta?

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7

457941201034438
Ano: 2023Banca: Instituto AccessOrganização: UFJDisciplina: Segurança da Informação e CriptografiaTemas: Criptografia
Em um dos tipos de criptografia empregados atualmente, o emissor e o receptor das informações utilizam uma chave única idêntica para codificar e decodificar os dados transmitidos, sendo o processo de funcionamento baseado nas premissas listadas a seguir:


I. Quem envia e quem recebe os dados possuem a mesma chave criptográfica.

II. Utilizando essa chave secreta única, o emissor criptografa os dados, transformando as informações textuais em um ciphertext ilegível.

III. É feito o envio dos dados criptografados através da internet.

IV. O destinatário recebe os dados criptografados e os decodifica com a mesma chave usada anteriormente, revelando as informações transmitidas.


Esse tipo de criptografia é conhecido por
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8

457941201014776
Ano: 2023Banca: Instituto AccessOrganização: UFJDisciplina: Redes de Computadores e Segurança de RedesTemas: Modelo TCP/IP
A Internet opera com base na execução de transações por meio do funcionamento cooperativo entre os protocolos TCP/IP, que realizam o processo de comunicação por meio de portas conhecidas.
Nos casos da interação entre os protocolos de transporte/aplicação TCP/DNS, TCP/IMAP que usa SSL / TLS e TCP/HTTPS, as portas utilizadas são, respectivamente, as de número
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9

457941200979770
Ano: 2023Banca: Instituto AccessOrganização: UFJDisciplina: Administração: Conceitos EssenciaisTemas: Análise Comparativa | Gestão da Qualidade
A comunicação organizacional integrada é composta por três pilares, que devem ser exercidas em conjunto.
Assinale a alternativa em que esses pilares estejam corretamente indicados.
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457941200631339
Ano: 2023Banca: Instituto AccessOrganização: UFJDisciplina: Banco de DadosTemas: Catálogo de Banco de Dados
A arquitetura ANSI/SPARC para um projeto de banco de dados inclui três esquemas, que têm por objetivo separar as aplicações de usuários da base de dados física. Nesta arquitetura, esquemas podem ser definidos em três níveis, caracterizados a seguir:


I. Este nível possui um esquema que descreve a estrutura de armazenamento físico da base de dados, e usa um modelo de dados físico além de descrever todos os detalhes de armazenamento de dados e caminhos de acesso à base de dados.

II. Este nível possui um esquema que descreve a estrutura de toda a base de dados, mas omite detalhes da estrutura de armazenamento físico e se concentra na descrição de entidades, tipos de dados, relacionamentos e restrições.

III. Este nível possui esquemas que representam as visões de usuários, sendo que cada visão descreve, tipicamente, a parte da base de dados que um particular grupo de usuários está interessado e esconde o resto da base de dados do mesmo.


Os níveis caracterizados em I, II e III são denominados, respectivamente,
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